Saturday, 04 de April de 2020

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Interior

Caretas de Lizarda fazem grande sucesso; Confira

13 Apr 2009

Uma tradição que remonta ao ano de 1932. Este é o ritual da “Festa dos Caretas”, mantido em Lizarda, a 278 km de Palmas, no nordeste do estado. Tradicionais famílias reúnem-se e realizam a manifestação folclórica na Sexta-Feira Santa, como aconteceu neste dia 10, com grande afluência de visitantes e da comunidade.

O Hotel Maragojipe, único  da cidade, esteve lotado e com reservas no aguardo de vagas. O município tem população de 3.635 habitantes mas no período da festa as casas ficam cheias de parentes e amigos, que prestigiam a tradicional comemoração, onde  misturam-se religiosidade e o profano. Antecedidos por rezas, roda de dança e subida no “pau-de-sebo”, os 12 mascarados surgem entre 11 e 12 horas da noite, vestidos com saias de folhas de bananeiras secas e de embiras de buriti. Na parte de cima do corpo, panos de juta marrom, enrolam-se sinuosamente. E a beleza do conjunto é maior nas cabeças cobertas por máscaras, feitas em cabaças, com cabelos de pelos de animais, pinturas diversas e policromáticas, representando um bando de “Demônios”.

São duas famílias que mantêm a tradição da Festa dos Caretas na cidade, mas em alguns anos, outros membros da comunidade também realizam em fazendas. O sentido da cerimônia é a defesa de uma quinta (roça) de canas, a qual os Caretas defendem com pinholas, chicotes feitos artesanalmente com cipó de buriti. O exotismo consiste na rusticidade desta defesa, que inclui não poupar homens, mulheres, crianças, contanto sejam invasores da quinta, de chibatadas fortes e sem piedade.

O organizador da Festa dos Caretas há 20 anos é o senhor João Delmar, da família Teixeira que, junto com a família Papim, não poupam esforços para abrilhantar a data. Ele continua a fazer acontecer o evento iniciado pelos pais e avós há 70 anos, quando vieram do Piauí. Na véspera da festa, mais ou menos 30 pessoas reúnem-se na fazenda Brejo de Deus, para preparar as vestimentas e  adornos que serão usados à noite.

Telão montado na praça especialmente para o evento contou a história desde o início. Um espetáculo á parte foram as velas colocadas dentro de sacos de papel com  areia, iluminando todo o grande espaço aberto. Na frente das casas, altares também com luzes e imagens, recebiam os devotos. A economia informal foi bem sucedida na venda de doces caseiros, bebidas, salgados e objetos de capim dourado.

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