Monday, 17 de June de 2019

VIVER


Ecumenismo

Movimentos ecumênicos em prol da coletividade social

21 Oct 2008

Palmas, apesar de pequena, tem características de uma cidade cosmopolita. Em parte, isso se deve à heterogeneidade da grande maioria de sua população, oriunda de várias partes do Brasil; junto com essas pessoas, vêm sua cultura, costumes, religião. Mas há um diálogo inter-religioso permanente em Palmas? O Espiritismo, por exemplo, adquiriu, durante anos, os valores e a importância do ecumenismo, tanto que aceita em sua doutrina qualquer tipo de ensinamento religioso. “Chegará um tempo em que todos os homens da Terra se renderão aos ensinamentos de Cristo. Seja no Espiritismo ou em qualquer outra religião”, explicou a presidente da Federação Espírita do Tocantins, Leila Ramos.

Na contextualização bíblica, o princípio ecumênico significa simplesmente “relativo a toda a terra habitada; universal” ou apenas “o mundo”. “Deus criou os planetas, as árvores, a inteligência humana, e pediu que amássemos uns aos outros. Deus não deixou uma subdivisão étnica ou religiosa para seguirmos, deixou seus ensinamentos (o evangelho) e, acima de tudo, o amor”, disse a professora de Cultura Religiosa e Catecismo, Sílvia Gomes Sodré. O conceito ecumênico de amor a Deus é usado, por exemplo, em Mateus 24.14, quando diz: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.”

Quem divide a mesma opinião sobre a importância de haver coletividade entre as religiões é Tânia Cavalcante, coordenadora e uma das idealizadoras do maior movimento pró-ecumênico do estado, o Movimento Pela Vida. “Cada religião reflete culturas específicas de um povo, e cada povo, tendo sua visão de mundo, apresenta soluções diferentes para os problemas do planeta. Precisamos ouvir todos e aprender a resolver as questões de forma coletiva”, comenta. Tânia explica que o Movimento Pela Vida é a “celebração da diversidade que acontece uma vez ao ano, onde o sagrado, o científico, o filosófico e o artístico mostram sua contribuição para transformar as pessoas em seres mais harmônicos, equilibrados e felizes”.

O ecumenismo é um assunto fascinante e desafiador. Discutir a questão ecumênica requer, antes de tudo, despir-se de preconceitos ou qualquer outro tipo de resistência. A posição ecumênica não requer o abandono de preceitos religiosos ou sociais, e, sim, o respeito, a coletividade e a celebração da vida, em sua essência.

 

 

Papo com Tânia Cavalcante, coordenadora do Movimento Pela Vida em Palmas


O GIRASSOL: O que é o Movimento Pela Vida? Como ocorrem os encontros anuais da maior movimentação em prol do ecumenismo da capital?

Tânia: Durante o ano, as entidades envolvidas no MPV (Movimento pela vida) convidam umas às outras para participarem de seus rituais, missas, cultos e sessões, para se conhecerem melhor. Mas foi criado, este ano, o Círculo de Cooperação Inter-religiosa do Tocantins. Desse grupo, participam os seguimentos religiosos que, ao longo de quase dez anos, vêm edificando o MPV. São católicos, evangélicos, espíritas, umbandistas, candomblés, bahais, messiânicos, wiccas, seicho no iê, gnósticos e pessoas que são espiritualistas, mas não freqüentam nenhum grupo e lutam pela paz entre os vários grupos religiosos.

 

Quais os principais propósitos do MPV?

O MPV é uma “celebração da diversidade” que acontece uma vez ao ano; onde o sagrado, o científico, o filosófico e o artístico mostram sua contribuição para transformar as pessoas em seres mais harmônicos, equilibrados e felizes , conscientes de seu tempo e sua necessária contribuição para um mundo mais justo, harmônico e tranqüilo.


O Movimento já está chegando em sua 10ª edição. Nas ruas, as pessoas sentem a necessidade de haver o MPV mais vezes durante ano?

O que percebo é que cada entidade envolvida tem suas atividades durante o ano, e a idéia é essa festa da diversidade acontecer uma vez por ano mesmo, e, depois, é muito trabalho. É pesado fazer mais de uma vez por ano. Sempre pedem que aconteça mais de uma vez por ano. Mas não Temos Perna (risos).


Qual é o resultado da dedicação pela causa ecumênica na capital?

Bem, muito aprendemos, nesses quase dez anos, uma coisa muito importante: o respeito que adquirimos pos todos os setores de nossa sociedade, o diálogo entre os grupos religiosos se efetivou. Percebemos que não importa o jeito de rezar, cada um tem o seu, mas podemos, juntos, construir um mundo melhor. Outra coisa é essa mistura do sagrado com o científico; cada um tem sua contribuição, seu jeito de resolver os desafios do nosso tempo, e, juntos, cada um fazendo sua parte, conseguiremos, por exemplo: resolver o problema da violência contra a criança. O ministério público cuida disso, a escola, as ONGs e afins cuidam, mas é legal quando o pastor ou o padre fala disso no seu momento com a comunidade. Faz um efeito danado!!!

Governo, iniciativa privada, estudantes, setores organizados; ambientalistas, educadores... Todos trazem sua contribuição; todos ajudam. Desde aquele que ajuda na organização até o palestrante que vem de fora, que não recebe cachê e é muito bonito.


Em aberto para considerações finais sobre o Movimento Pela Vida.

Vivemos um momento muito especial do planeta: aquecimento global, crise financeira, crise nas relações, crise nas instituições. Cada religião reflete culturas específicas de um povo e cada povo, tendo sua visão de mundo, apresenta soluções diferentes para os problemas do planeta. Precisamos ouvir todos e aprender a resolver as questões de forma coletiva.

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