Friday, 06 de December de 2019

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Experiência

Pesquisadores da Unitins lançam livro de educação prisional

20 Feb 2009

O grupo de pesquisa em Educação, Cultura e Transversalidade, da Unitins – Fundação Universidade do Tocantins, publicou o segundo livro neste mês de fevereiro. "Educação prisional e práticas pedagógicas: construindo experiências" é um conjunto de artigos que fazem um resgate histórico desse tema no Tocantins, com um recorte nos trabalhos que as secretarias de Educação, Cidadania e Justiça e Segurança Pública desenvolvem nas prisões do Estado. 

Os trabalhos em educação prisional são realizados desde 2004 e já contou com a formação de professores, a estruturação do projeto e ações pedagógicas desenvolvidas, além de criar espaço para a produção de artigos de iniciação científica. Esta obra é organizada pelos professores Gilson Pôrto Jr. e Sandoval Antunes e tem como linha específica a avaliação e gestão da educação em sistemas prisionais.

Segundo Pôrto Jr., o objetivo foi fazer um recorte das ações desenvolvidas desde 2004, apresentando metodologias de trabalho com alunos que estão em situação de cárcere. "O leitor vai encontrar nesse livro diversos contextos problematizados e quais os caminhos que nós construímos de forma pedagógica para resolvê-los, em especial destaque para as atividades de formação de professores", explicou.

Esse trabalho realizado com os educadores carcerários enfatizou, principalmente, a metodologia de educação de jovens e adultos, didáticas e práticas pedagógicas, a ética do educador dentro do presídio, a questão da humanização no cárcere e a própria experiência vivenciada na escola Nova Geração, do CPP – Centro de Prisão Provisória de Palmas.

Para Sandoval Antunes, que também organizou os artigos para a obra, esse trabalho marca uma virada dessa caminhada dentro do sistema prisional: de coisas pontuais que antes eram feitas para um novo modelo, uma nova perspectiva de olhar a educação no cárcere.

"A educação vista no contexto do sistema prisional não é uma coisa muito antiga. Existem algumas experiências pontuais, de alguns estados que já fazem esse trabalho há duas, três décadas, mas nada com essa perspectiva de realmente reeducar, de fazer com que o apenado saia do cárcere com a possibilidade de reinserção no seu bairro, na sua região, na sociedade, e também de ter uma vida digna como um profissional atuante no mercado de trabalho", afirmou Antunes.

A obra tem lançamento previsto para o mês de março e contará com a participação dos diversos atores envolvidos nos estudos realizados pelo grupo de pesquisa em Educação, Cultura e Transversalidade.

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