Palmas, 18/10/2017

Saúde

Leishmanioses

Professores são orientados sobre prevenção das Leishmanioses

  • Quando o assunto é Leishmanioses, Palmas no cenário nacional é classificada como área de transmissão intensa

Igor Flavio

Professores são orientados sobre prevenção das Leishmanioses



Redação Semus

Quando o assunto é Leishmanioses, Palmas no cenário nacional é classificada como área de transmissão intensa. Diante desse quadro, a Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) está buscando durante a Semana Nacional de Controle das Leishmanioses, de 7 a 11 de agosto, disseminar conhecimento sobre a doença e conscientizar a própria população quanto a sua importância no combate e controle.

As ações começaram na manhã desta segunda-feira, 7, com palestras para os professores da Escola Estadual Vale do Sol, no setor Vale do Sol, ministrada pela gerente da UVCZ, Betânia Costa, o veterinário Leandro Chaves e o biólogo Anderson Brito, que explicaram todo o ciclo de transmissão, hábitos e preferências alimentares do flebotomíneo (popularmente mosquito palha), quais os hospedeiros, sintomas e tratamento e formas de prevenção, e ainda levaram amostras do vetor para mostrar aos professores.

"Hoje as pessoas estão quase especialistas em dengue, zika e chikungunya e sobre as leishmanioses se tem pouco conhecimento. Por isso, ao trabalharmos com disseminadores de conhecimento como os professores, a expectativa é que esse saber se multiplique, pois 60% das ações de controle dependem da coparticipação da população", ressaltou Betânia, que começou a palestra perguntando à equipe pedagógica o que sabiam a respeito da doença.

Quintal limpo
 
Betânia deixou claro que a melhor forma de combater a leishmaniose é manter os quintais limpos. "Diferente do aedes aegypti, o mosquito palha não precisa de água parada para se reproduzir, mas sim de matéria orgânica que são folhas, restos de frutas e alimentos, esse é o ambiente propício para ele. E é importante frisar que é difícil encontrar um criadouro do mosquito palha. O aedes você encontra as larvas na água parada. Já o mosquito palha você não vê os ovos mesmo no material orgânico, por isso, o cuidado tem que ser redobrado", disse a gerente, lembrando que não existe na Capital, uma quadra com mais incidência do vetor que a outra. Em todas o vetor está presente.

A coordenadora de projetos da Escola Vale do Sol, Luciana Brasil, após assistir a palestra disse que se sentiu estimulada a disseminar o que aprendeu. "Como nós trabalhamos com educação vamos repassar isso para os nosso alunos, pais e a comunidade em si. Quando temos mais informações, elas nos levam a pensar mais sobre a nossa responsabilidade de cuidar para que a cidade e a população tenham mais qualidade de vida. Cabe a nós cuidar do nosso meio de vivência para não dar lugar para esse mosquito se proliferar e fazer a população sofrer mais", disse Luciana que também pretende reunir os vizinhos e repassar o conhecimento.

Programação
 
Nesta terça e quarta, a programação segue na mesma escola com atividades lúdicas para os alunos. Já na quinta, 10, acontece das 8 às 17 horas, no auditório do Centro Universitário Integrado de Ciência, Cultura e Arte da Universidade Federal do Tocantins (Cuica/UFT), o III Fórum das Leishmanioses voltado para estudantes e profissionais de saúde. E a semana encerra na sexta, 11, com mobilização na Praça dos Girassóis, a partir das 18 horas, onde haverá ações de conscientização e teste rápido para leishmaniose.


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