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SEGURANÇA

Mobilização nacional integra ações de prevenção, repressão e proteção às vítimas em todo o Estado

Rozeane Feitosa/Secom.

A iniciativa, de abrangência nacional, teve início na segunda-feira, 1º de junho.

As forças de segurança do Tocantins deflagraram, nesta terça-feira, 2, a 2ª fase da edição da Operação Mulher Segura, durante coletiva de imprensa realizada no Centro Integrado de Comando e Controle do Estado (CICCE), em Palmas. A iniciativa, de abrangência nacional, teve início na segunda-feira, 1º de junho, e tem como foco o enfrentamento à violência contra a mulher e o combate ao feminicídio.

Coordenada de forma integrada, a operação reúne instituições estaduais e federais em uma atuação conjunta voltada ao fortalecimento das ações de prevenção, repressão qualificada e proteção às vítimas, com foco na ampliação da capacidade de resposta do Estado diante das ocorrências de violência de gênero.

No Tocantins, a ação é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública, responsável pela articulação interinstitucional, monitoramento das ações e acompanhamento em tempo real das ocorrências, garantindo maior eficiência na atuação das forças de segurança e dos órgãos parceiros.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Luciano Cruz, destacou a importância da atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher. “A Operação Mulher Segura reforça o compromisso do Estado com a proteção das mulheres tocantinenses, por meio de uma atuação coordenada entre as instituições. Essa integração fortalece a capacidade de resposta das forças de segurança, garante mais agilidade no atendimento às ocorrências e amplia a efetividade das ações de prevenção, repressão e proteção às vítimas. É um trabalho conjunto que busca coibir a violência, assegurar o cumprimento das medidas legais e garantir acolhimento e suporte às mulheres em situação de violência”, afirma.

A operação contempla ações estratégicas que envolvem o cumprimento de mandados, intensificação do policiamento ostensivo, atendimento especializado às vítimas, além do fortalecimento da rede de proteção, com participação de diversos órgãos e instituições que atuam diretamente no enfrentamento à violência de gênero.

A secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, destacou a importância da atuação em rede no enfrentamento à violência contra a mulher. “A atuação em rede é essencial no enfrentamento à violência contra a mulher. Temos canais de atendimento que funcionam 24 horas e já registram uma alta demanda nos municípios, com acompanhamento em tempo real das ocorrências. Esse trabalho envolve diretamente as delegacias, a rede estadual e as redes municipais, que hoje já somam dezenas em funcionamento no Tocantins, incluindo também a rede indígena. Nosso foco é fortalecer essa articulação, ampliar o acesso à informação e investir na prevenção, especialmente junto a jovens e adolescentes nas escolas”, destaca.

A secretária municipal da Mulher, Chayla Félix, ressaltou a importância da integração entre os órgãos no enfrentamento à violência contra a mulher. “Quando falamos de combate à violência contra a mulher, é fundamental que todos os órgãos estejam alinhados e engajados. Esse trabalho em rede, com atuação conjunta entre município, Estado e todas as forças de segurança é essencial, especialmente nas ações preventivas e no fortalecimento do atendimento às vítimas”, afirma.

Força Integrada

Participam da operação a Polícia Civil do Tocantins (PCTO), Polícia Militar (PMTO), Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), Polícia Penal, Guardas Municipais, Secretaria de Estado da Mulher, Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça (CEVID), além de órgãos da rede de proteção e demais instituições parceiras, em atuação conjunta em todo o Estado.

O secretário de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), Hélio Marques, destacou a atuação da Polícia Penal no enfrentamento à violência contra a mulher. “A Polícia Penal tem participação direta nesse trabalho, tanto na custódia quanto no acompanhamento de casos relacionados à violência contra a mulher. O sistema conta com unidades estruturadas e também com o uso de monitoramento eletrônico, que contribui para o cumprimento das medidas e amplia a proteção das vítimas. Reafirmamos o compromisso de atuar de forma integrada com os demais órgãos”, afirma.

Denúncias

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio do 190, em situações de emergência, e pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher. A participação da população é fundamental para o acionamento rápido das forças de segurança e para a proteção das vítimas.

Operação Mulher Segura

Operação Mulher Segura integra ações coordenadas nacionalmente voltadas ao enfrentamento qualificado à violência contra a mulher em todo o país, reunindo forças de segurança estaduais e federais em atuação conjunta para ampliar a prevenção, assegurar respostas rápidas às ocorrências, garantir o cumprimento de medidas protetivas e fortalecer a rede de proteção e acolhimento às vítimas, consolidando uma estratégia articulada de combate à violência de gênero.

O diretor do Sistema Integrado de Operações (SIOP), Anderson Casé, ressaltou o papel da integração e do uso de dados no direcionamento das ações. “A Operação Mulher Segura é construída a partir da união de esforços entre as instituições e do uso de inteligência e análise de dados, o que possibilita uma atuação mais estratégica e eficiente no combate à violência contra a mulher”, informa.

Primeira Fase da Operação

Os resultados da primeira edição da Operação Mulher Segura no Tocantins reforçam a relevância da continuidade das ações. Entre janeiro e 1º de junho de 2026, a operação mobilizou 129 policiais, com emprego de 35 viaturas, alcançando 48 municípios em todo o Estado.

No eixo preventivo, foram realizadas 75 campanhas de conscientização, com mais de 12 mil pessoas alcançadas, fortalecendo a orientação à população e os canais de denúncia. Já no acompanhamento às vítimas, foram registradas 40 medidas protetivas de urgência monitoradas e 65 atendimentos realizados.

No campo da repressão qualificada, a operação resultou em prisões em flagrante por crimes relacionados à violência de gênero, sendo 35 por lesão corporal, 31 por ameaça, cinco por descumprimento de medida protetiva, duas por estupro, uma por tentativa de feminicídio, uma por violência psicológica e seis por outras tipificações. Também houve cumprimento de mandados judiciais vinculados a esses crimes.

Os dados reforçam a atuação integrada das forças de segurança e o fortalecimento das ações de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra a mulher no Estado.

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