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Tocantins

Projeto tem objetivo de garantir a alimentação escolar com produtos cultivados pelas próprias comunidades

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Elâine Jardim/Sepot Governo do Tocantins

A Secretaria de Estado de Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot) participou nesta segunda, 27, e terça-feira, 28, de uma oficina formativa da Mesa de Diálogo Permanente Catrapovos Brasil com comunidades quilombolas da região do Jalapão. A mesa é coordenada pelo Ministério Público Federal (MPF) e conta com a participação de outros órgãos públicos e entidades.

A Sepot integra o grupo de trabalho do Catrapovos no Tocantins, que tem discutido com os órgãos e as comunidades para chegar a um consenso sobre a melhor forma de poder garantir a alimentação escolar com alimentos produzidos pelas próprias comunidades.

A diretora de Proteção aos Quilombolas, Ana Mumbuca, afirma que a construção do Catrapovos é muito importante no sentido de fazer com que a comunidade tenha segurança alimentar garantida, ao colocar produtos diretamente de suas roças nas escolas. “É fundamental a participação da Sepot. E é fundamental também dizer que são produtos que fazem parte da cultura alimentar desse povo. Então, o Catrapovos vem para fazer essa intermediação entre os produtos que as comunidades cultivam, colocando nas mesas, colocando dentro das escolas”, completa.

A oficina realizada na região do Jalapão tem as comunidades Mumbuca, Malhadinha e Barra do Aroeira como público-alvo. “Na oficina, o projeto é apresentado, e as comunidades compreendem como é o mecanismo, como eles devem se adequar para comercializar e que tipo de alimentos são os mais utilizados, bem como o levantamento da demanda, que tipo de alimentos eles produzem e que possuem valor agregado”, afirmou o diretor de Fomento e Proteção à Cultura, Célio Roberto Pereira de Sousa (Célio Thorkã Kanela).

Catrapovos

A Mesa de Diálogo Permanente Catrapovos Brasil garante que estudantes de comunidades originárias e tradicionais possam comer alimentos tradicionais produzidos pelas próprias famílias. A Mesa atua em âmbito nacional, discutindo ações e medidas voltadas para viabilizar a compra, pelo poder público, de itens produzidos diretamente pelas comunidades tradicionais para a alimentação escolar.

Segundo o MPF, a estratégia assegura uma alimentação mais saudável, fresca e variada para os estudantes, incrementa a renda de famílias e comunidades e gera economia para o governo. Também contribui para o cumprimento da Lei 11.947/09, que determina que pelo menos 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) sejam destinados à agricultura familiar.

Crédito: Manoel Júnior/Sepot Governo do Tocantins

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