A Prefeitura de Palmas oficializou nesta quarta-feira, 17, a saída de Dhieine Caminski do comando da Secretaria Municipal da Saúde (Semus). A exoneração foi publicada em edição antecipada do Diário Oficial do Município, divulgada durante a tarde, diferentemente do horário noturno tradicional.
Segundo o ato publicado pela administração municipal, a saída ocorreu a pedido da própria gestora. Dhieine Caminski está presa preventivamente desde o último dia 10 de junho, após ser alvo da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins.
A investigação apura possíveis crimes de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de capitais supostamente praticados por agentes públicos e particulares envolvidos no contrato firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SCMI), responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital.
Para assumir a condução da pasta, a Prefeitura nomeou interinamente Ana Paula Abadia, que passa a responder pela Secretaria Municipal da Saúde até nova definição da gestão.
Superintendente também deixa cargo
As mudanças na estrutura da Saúde Municipal não se limitaram ao comando da Semus. Também investigado na Operação Falsa Emergência e preso preventivamente, Andreis Vicente da Costa deixou a Superintendência de Atenção à Saúde.
A exoneração do servidor foi publicada na edição do Diário Oficial de terça-feira, 16. Assim como ocorreu com Dhieine Caminski, a saída foi formalizada a pedido.
A saída simultânea de dois dos principais gestores da Saúde Municipal ocorre em meio às investigações conduzidas pela Polícia Civil, que apuram a contratação da entidade responsável pela administração das UPAs de Palmas.
Operação Falsa Emergência
Deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECOR), a Operação Falsa Emergência investiga supostas irregularidades relacionadas ao contrato emergencial firmado para a gestão das unidades de pronto atendimento da Capital.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas cautelares autorizadas pela Justiça. A investigação segue em andamento e busca esclarecer a participação de agentes públicos e privados no esquema investigado.
Até o momento, a Prefeitura de Palmas tem afirmado que acompanha as apurações e que prestará todas as informações necessárias aos órgãos de controle e investigação.
Com a mudança no comando da Saúde, a gestão municipal tenta garantir a continuidade dos serviços prestados à população enquanto o caso segue sob análise da Polícia Civil e do Poder Judiciário.