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OPERAÇÃO DA PF

Operação Nêmesis cumpre 24 mandados de busca e apreensão no estado do Tocantins. O governador afastado, Wanderlei Barbosa, é um dos alvos da operação

Divulgação.

Policiais Federais cumpriram vários mandatos de busca em Palmas e outras cidades do Tocantins.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (12/11) a Operação Nêmesis, para apurar a possível prática de embaraço a investigação sobre organização criminosa supostamente envolvida no desvio de recursos públicos da Covid-19 e de emendas parlamentares utilizados para o pagamento a empresas contratadas para o fornecimento de cestas básicas.

Policiais Federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, em Palmas e Santa Tereza do Tocantins.

As investigações tiveram início durante a deflagração da 2ª fase da Operação Fames-19, em 3/9, na qual a PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse, causando embaraço às investigações sobre a atuação da organização criminosa, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo.

As ações de hoje buscam interromper as ações criminosas voltadas à destruição e ocultação de provas e de ativos e reunir novos elementos que contribuam para esclarecer os fatos, especialmente sobre a participação dos suspeitos e a possível atuação de outros agentes até então não identificados.

Detalhes da Operação:
  • Objetivo Principal: Apurar a possível prática de crimes contra a administração da Justiça e embaraço a investigações de uma organização criminosa supostamente envolvida no desvio de recursos públicos.
  • Investigação de Fundo: A Nêmesis é um desdobramento da Operação Fames-19 (cuja 2ª fase ocorreu em setembro de 2025), que investiga desvios de recursos da saúde (como os destinados à compra de cestas básicas na pandemia de Covid-19) e de emendas parlamentares.
  • Alvos: Entre os alvos estão o governador afastado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), sua esposa e deputada Karynne Sotero, os deputados Léo Barbosa e Cláudia Lélis, além de um ex-secretário e um coronel.
  • Modus Operandi: A PF alega indícios de que os investigados teriam usado cargos públicos e até veículos oficiais para tentar destruir ou ocultar provas e ativos, além de reunir novos elementos para dificultar as investigações. 
Esta operação busca interromper a continuidade das ações que visavam frustrar a efetividade das investigações policiais anteriores.

 

Com informações da PF.

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