A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil que apura supostas irregularidades no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital.
De acordo com informações a prisão está relacionada ao avanço das investigações sobre a contratação de uma organização da sociedade civil responsável pela gestão das unidades de saúde. A ação é um desdobramento da Operação Falsa Emergência, conduzida pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR).
Além da secretária, um servidor público vinculado à Secretaria Municipal de Saúde também foi preso. As investigações ainda têm como alvo uma empresária apontada como lobista, suspeita de atuar na intermediação do contrato de terceirização. Ela é considerada foragida e está sendo procurada pelas autoridades.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou oficialmente a identidade de todos os investigados nem detalhes sobre os mandados judiciais cumpridos durante a operação.
Investigação apura supostas irregularidades
As investigações tiveram início após indícios de possíveis inconsistências documentais e suposta inserção de informações falsas em atos administrativos relacionados ao processo de formalização da parceria entre o Município de Palmas e a entidade responsável pela gestão das UPAs.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que documentos tenham sido utilizados para conferir aparência de legalidade ao procedimento administrativo. O material apreendido durante as diligências deverá subsidiar o aprofundamento das investigações e a apuração de eventuais crimes contra a administração pública.
A operação mobilizou equipes da Polícia Civil e cumpriu medidas autorizadas pelo Poder Judiciário com o objetivo de coletar documentos, equipamentos e outros elementos considerados relevantes para a investigação.
Prefeitura acompanha o caso
Por meio da Procuradoria-Geral do Município, a Prefeitura de Palmas informou que acompanha o caso e aguarda acesso às informações oficiais constantes nos autos para se manifestar sobre os fatos investigados.
Em nota anterior, a Secretaria Municipal da Saúde havia informado que vinha colaborando com os órgãos de investigação e controle, disponibilizando informações e documentos necessários ao esclarecimento dos fatos.
A administração municipal destacou ainda que adotaria as providências cabíveis após ter acesso ao conteúdo integral da investigação.
A defesa da secretária Dhieine Caminski não havia sido localizada para comentar a prisão e as acusações investigadas pela Polícia Civil.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento dos trabalhos e o cumprimento das demais medidas judiciais relacionadas ao caso.