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Editorial

O povo tocantinense deve e precisa saber de que lado estão seus representantes em Brasília. Se não se manifestarem contra algumas práticas antidemocráticas do seu partido, tanto o pastor Eli Borges quanto o senador Eduardo Gomes e o deputado federal Filipe Martins podem sentir em seus redutos os efeitos da “implosão” iminente do seu partido

Divulgação/Reprodução internet.

Deputado federal Eli Borges (PL), em meio a faixa antipatriota erguida pelo seu partido em homenagem ao presidente americano Donald Trump no Congresso Nacional.

O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, PL, protagonizou ontem um capitulo vergonhoso na política nacional e por que não dizer do Tocantins. Concordando ou não com a faixa, lá estava o deputado federal tocantinense pastor Eli Borges (PL) em uma reunião que defendia o ex-presidente investigado Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro (PL), que juntos trabalham nos Estados Unidos em prol da retaliação imposta pelo presidente americano Donald Trump no tarifaço de 50% aos produtos brasileiros e investigação relacionada ao pix.

A imagem do pastor Eli Borges na foto, exibida em uma reunião que defendia os principais acusados por pautas antidemocráticas e de traição à pátria, causou alvoroço nos bastidores da política tocantinense.

Em uma tentativa desesperada de construir uma alternativa para a crise do tarifaço e defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, a bancada do PL, pensando em salvar a candidatura do partido para as eleições de 2026, acabou atirando no pé depois da exibição da faixa em homenagem a um presidente que tenta impor sanções e retaliações a instituições da administração e da Justiça brasileira.

Todos os parlamentares que apareceram no vídeo foram duramente criticados por representar uma imagem de traição aos interesses da Nação. Bem na frente da bandeira erguida estava o deputado federal tocantinense pastor Eli Borges (PL), que é ferrenho defensor do bolsonarismo e toda a sua ideologia política.

O foco principal da reunião seria criticar a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Hugo Motta, que teria suspendido duas reuniões em que comissões comandadas pelo PL teriam deliberado moções de apoio político ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os deputados Sargento Fahur (PSD-PR) e Delegado Caveira (PL-PA) ouviram dos congressistas, naquela fatídica reunião, que se quisessem carregar bandeira em apoio ao governo americano, que o fizessem por decisão pessoal e individual, e não em grupo, já que o ato só prejudicaria ainda mais o partido, que passa por momento crítico graças às ações da família Bolsonaro.

O silêncio sepulcral dos líderes do Partido Liberal (PL) no Tocantins é sentido nos bastidores da política local. Depois da exibição da faixa em apoio ao presidente americano Donald Trump, que tenta boicotar a economia e o Judiciário brasileiro, não se ouviu um pronunciamento ou nota por parte do pastor Eli Borges (PL), do deputado federal Filipe Martins(PL), e tampouco do vice-presidente da Mesa Diretora do Senado, Eduardo Gomes (PL), sobre o assunto. Astuto e sempre ponderado, o senador Gomes se esquiva de temas delicados que podem ter repercussão expressiva na opinião pública e, consequentemente, no eleitorado que possivelmente renovará seu mandato no Senado.

O certo é que não se pode acender uma vela para Deus e outra para o diabo. O pastor Eli Borges (PL), precisa deixar claro para o povo do Tocantins que o empregou em Brasília de que lado está, se do Brasil do PL ou do “Bolsonarismo Americanizado”, que tenta boicotar a economia brasileira. A imagem da bandeira em apoio ao presidente americano Donald Trump é a imagem materializada de traição à pátria e afronta a soberania nacional. O povo tocantinense deve e precisa saber de que lado estão seus representantes em Brasília. Se não se manifestarem contra algumas práticas antidemocráticas do seu partido, tanto o pastor Eli Borges quanto o senador Eduardo Gomes e o deputado federal Filipe Martins podem sentir em seus redutos os efeitos da “implosão” iminente do seu partido.

Que os representantes do povo tocantinense em Brasília não esqueçam que a soberania nacional deve estar acima das suas crenças e ideologias partidárias. Que o povo tocantinense tenha em 2026 a sabedoria de eleger representantes que defendam os interesses do Tocantins e principalmente de um Brasil justo e soberano.

Wibergson Estrela Gomes – O Girassol – 25 anos.

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