Faltando pouco mais de dez dias para o início das convenções partidárias, o cenário político do Tocantins segue marcado por intensas articulações. Os principais grupos que disputarão o Governo do Estado ainda trabalham para concluir a formação das chapas majoritárias, que incluem os cargos de governador, vice-governador e os dois candidatos ao Senado.
Embora as pré-campanhas estejam em andamento, definições importantes ainda dependem de negociações entre partidos e lideranças estaduais.
PSD define vice, mas articulações continuam
O PSD, liderado pelo pré-candidato ao Governo Laurez Moreira, deu um passo importante nesta semana ao anunciar o ex-comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Silva Neto, como pré-candidato a vice-governador.
O evento de apresentação contou com lideranças políticas, mas chamou atenção pela ausência do senador Irajá e da ex-senadora Kátia Abreu, que integram o mesmo campo político. A ausência alimentou especulações sobre um possível distanciamento entre parte das lideranças da aliança.
Ao lado do pré-candidato ao Senado Paulo Mourão, Laurez busca ampliar o diálogo com o eleitorado identificado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins.
PT vive momento de indefinições
No Partido dos Trabalhadores, as discussões internas continuam influenciando a construção da estratégia eleitoral.
Nos bastidores, diferentes grupos defendem posições distintas sobre a condução da campanha no Estado, especialmente em relação às alianças para a disputa majoritária.
Outro tema que movimenta o partido é a composição da chapa ao Senado. A entrada de Paulo Mourão na disputa tem sido apontada por analistas políticos como um fator que pode alterar a estratégia do campo alinhado ao presidente Lula no Tocantins.
PSDB mantém chapa parcialmente definida
O PSDB apresenta, até o momento, um cenário de maior estabilidade. O pré-candidato Vicentinho Júnior mantém a pré-candidatura ao Governo ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, indicado para vice-governador.
Para o Senado, o deputado federal Alexandre Guimarães permanece como nome confirmado. Ainda assim, falta a definição do segundo candidato da chapa para a disputa das duas vagas ao Senado.
Nos bastidores, há especulações de que lideranças ligadas a outros grupos políticos acompanham de perto essa definição, diante do crescimento das articulações políticas promovidas pela pré-campanha de Vicentinho em diversas regiões do Estado.
União Brasil ainda busca definir vice
A pré-candidata ao Governo pelo União Brasil, senadora Dorinha Seabra, mantém intensa agenda de visitas aos municípios por meio do movimento “União pelo Tocantins”.
Ao longo das últimas semanas, Dorinha tem reunido em seus eventos prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes correntes políticas, incluindo antigos adversários.
Apesar do avanço nas articulações, a definição do nome que ocupará a vaga de vice-governador ainda permanece em aberto.
Na disputa ao Senado, nomes como Eduardo Gomes, Carlos Gaguim e Eli Borges aparecem entre os principais pré-candidatos ligados ao grupo político da senadora, compondo um cenário de forte competitividade.
Disputa pelo Senado segue aberta
A corrida pelas duas vagas ao Senado desponta como uma das disputas mais imprevisíveis das eleições de 2026.
Até o momento, nenhum dos pré-candidatos conseguiu consolidar ampla vantagem política ou eleitoral, mantendo o cenário bastante aberto.
Analistas avaliam que fatores como alianças partidárias, estratégias de comunicação, desempenho durante a campanha e a capacidade de mobilização dos candidatos poderão exercer influência significativa sobre o resultado final.
Com as convenções partidárias se aproximando, a expectativa é de que os próximos dias sejam decisivos para a consolidação das chapas e para a definição das estratégias que serão levadas às urnas em outubro.
Paulo Mourão busca ampliar o eleitorado Lulista
Entre os nomes que disputam o Senado, Paulo Mourão trabalha para consolidar sua identificação com o eleitorado do presidente Lula no Tocantins.
Nos bastidores, há quem avalie que uma composição com lideranças ligadas aos movimentos sociais poderia ampliar esse diálogo. Um dos nomes frequentemente citados é o da vereadora Tamyres Lima, do Coletivo Somos, reconhecida por sua atuação junto a organizações populares e por pautas voltadas às políticas sociais.

Caso integrasse uma eventual chapa, seja como suplente ou até como candidata majoritária em outro cenário, Tamyres poderia representar um segmento importante do eleitorado progressista e ampliar a representatividade de mulheres negras e de origem popular na política tocantinense. Trata-se, contudo, de uma hipótese levantada por analistas políticos e sem qualquer indicação pública de negociação nesse sentido até agora.