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ELEIÇÕES 2026

Na pesquisa espontânea, 38,34% estão indecisos sobre o primeiro voto e 42,91% ainda não sabem em quem votar na segunda escolha. Na soma das duas respostas, são 81,25 pontos percentuais de indecisão dentro do universo agregado de 200%

Reprodução/Marcos Oliveira/Agência Senado.

Senado: Eduardo sai na frente, Gaguim e Alexandre disputam espaço e indecisos podem decidir.

A primeira pesquisa O Girassol para o Senado Federal mostra Eduardo Gomes (PL) na liderança, mas revela também um componente capaz de alterar significativamente a configuração da corrida pelas duas vagas do Tocantins: o grande universo de eleitores que ainda não definiu seus votos, principalmente quando precisa apontar espontaneamente seus candidatos.

Na soma do primeiro e do segundo votos, em uma escala agregada de 200%, Eduardo Gomes alcança 33,75% na estimulada, seguido por Gaguim (União Brasil), com 26,08%, e Alexandre Guimarães (MDB), com 24,00%.

A vantagem coloca Eduardo em posição favorável nesta primeira fotografia eleitoral. Entretanto, os números estão longe de indicar uma disputa definida. Na espontânea, 38,34% dos entrevistados estão indecisos sobre o primeiro voto e 42,91% sobre o segundo.

Somados os dois percentuais, são 81,25 pontos percentuais de indecisão dentro da escala agregada de 200%. É um volume expressivo e que ajuda a dimensionar o espaço ainda disponível para crescimento das candidaturas.

Quatro em cada dez ainda não definiram espontaneamente cada escolha

A dimensão da indefinição fica mais clara quando os dois votos são observados separadamente.

Na primeira escolha espontânea, 38,34% não sabem em quem votar. Para a segunda vaga, a indecisão sobe para 42,91%.

Isso significa que, nesta fotografia da eleição, aproximadamente quatro em cada dez entrevistados ainda não conseguem apontar espontaneamente um candidato em cada uma das duas escolhas para o Senado.

O percentual é particularmente relevante porque supera com ampla margem a distância existente entre os principais concorrentes.

Na primeira escolha espontânea, por exemplo, Eduardo Gomes aparece com 14,92%, Alexandre Guimarães com 9,33% e Gaguim com 8,92%. Já na segunda, Eduardo registra 11,42%, Gaguim 8,58% e Alexandre 7,25%.

Portanto, o maior contingente da pesquisa espontânea não está atualmente com nenhum candidato: está entre os indecisos.

Soma dos 200% coloca Eduardo na frente, mas deixa espaço para mudanças

Quando os nomes são apresentados aos entrevistados, a configuração fica mais clara.

Na soma dos dois votos estimulados, Eduardo Gomes chega a 33,75%, resultado dos 18,33% da primeira escolha e dos 15,42% da segunda.

Gaguim soma 26,08%, com 12,25% no primeiro voto e 13,83% no segundo. Alexandre Guimarães alcança 24,00%, resultado de 13,50% e 10,50%.

Nesse recorte agregado, Eduardo tem uma vantagem numérica de 7,67 pontos sobre Gaguim. Já a diferença entre Gaguim e Alexandre é de apenas 2,08 pontos.

É justamente essa proximidade entre o segundo e o terceiro colocados que aumenta o peso dos eleitores ainda disponíveis. Uma movimentação relativamente pequena entre os indecisos pode modificar a ordem atual entre Gaguim e Alexandre.

Segundo voto pode ser decisivo

A pesquisa também mostra que o segundo voto merece atenção especial.

Gaguim é um exemplo. No primeiro voto estimulado, aparece numericamente atrás de Alexandre: 12,25% contra 13,50%. Na segunda escolha, porém, Gaguim chega a 13,83%, enquanto Alexandre registra 10,50%.

É esse desempenho que faz Gaguim ultrapassar Alexandre na soma dos 200%.

O cenário demonstra que a disputa pelo Senado não pode ser analisada apenas pela primeira escolha do eleitor. Como estão em jogo duas cadeiras, a capacidade de uma candidatura se tornar a segunda opção de quem já escolheu outro nome pode ser determinante.

Isso amplia ainda mais a importância do eleitor que ainda não definiu uma das escolhas.

Mesmo com os nomes apresentados, quase 24 pontos dos 200% permanecem indecisos

A apresentação dos candidatos reduz fortemente a indecisão, mas não a elimina.

No primeiro voto estimulado, 15,25% permanecem indecisos. No segundo, são 8,73%.

Na soma das duas escolhas, portanto, ainda existem 23,98 pontos percentuais de indecisão na escala agregada de 200%.

O número ganha dimensão quando comparado às diferenças entre os candidatos. Esses 23,98 pontos representam mais de três vezes a distância de 7,67 pontos que separa Eduardo de Gaguim na soma estimulada e mais de onze vezes a diferença de 2,08 pontos entre Gaguim e Alexandre.

Isso não significa que todos os indecisos migrariam para um único candidato. Mostra, porém, que o universo eleitoral ainda disponível é suficientemente grande para permitir alterações relevantes no quadro atual.

Segundo bloco também pode entrar na disputa

O potencial de movimentação não se restringe aos três primeiros.

Na soma estimulada dos dois votos, Eli Borges (Republicanos) alcança 16,83%, Paulo Mourão (PT) 16,67%, Ronaldo Dimas (Pode) 15,75% e Vanderlei Luxemburgo (Podemos) 15,00%.

A proximidade entre esses quatro candidatos chama atenção. Apenas 1,83 ponto percentual separa Eli Borges, primeiro desse grupo, de Vanderlei Luxemburgo.

Com quase 24 pontos de indecisão na soma estimulada, esse bloco ainda dispõe de espaço para buscar crescimento e tentar se aproximar dos três candidatos que hoje aparecem numericamente à frente.

A campanha, portanto, tem duas disputas simultâneas: Eduardo tentando preservar a dianteira; Gaguim e Alexandre brigando diretamente pelas primeiras posições; e um grupo intermediário buscando reduzir a distância para entrar efetivamente na disputa pelas vagas.

Espontânea revela baixa consolidação de parte das escolhas

Outro dado importante surge da comparação entre espontânea e estimulada.

Na soma dos 200%, Eduardo passa de 26,34% na espontânea para 33,75% na estimulada. Gaguim vai de 17,50% para 26,08%, enquanto Alexandre passa de 16,58% para 24,00%.

Ao mesmo tempo, a indecisão agregada despenca de 81,25 pontos na espontânea para 23,98 na estimulada.

Essa diferença não deve ser interpretada como crescimento eleitoral entre dois momentos, porque as perguntas fazem parte do mesmo levantamento e utilizam metodologias diferentes. Ela mostra, entretanto, que uma parcela considerável do eleitorado consegue indicar candidatos quando recebe a lista de nomes, mas ainda não consolidou essas escolhas a ponto de citá-las espontaneamente.

Esse é um sinal importante em uma campanha ainda em desenvolvimento.

Rejeição adiciona outra variável à corrida

Conquistar os indecisos, porém, não depende apenas de ser conhecido. A rejeição também pode estabelecer limites para o crescimento das candidaturas.

Na soma das duas perguntas de rejeição estimulada, Gaguim registra 31,58 pontos, enquanto Paulo Mourão soma 30,66. Eduardo Gomes chega a 11,59 e Alexandre Guimarães, a 10,66.

Gaguim vive, assim, uma situação particular: é o segundo colocado na soma das intenções de voto estimuladas, com 26,08%, mas também possui a maior soma numérica de rejeição entre as duas escolhas.

Para sua candidatura, o desafio pode ser duplo: avançar sobre o eleitorado ainda indeciso e, simultaneamente, enfrentar a resistência registrada na pesquisa.

Eduardo, por sua vez, inicia a disputa combinando a liderança numérica dos 200% com rejeição agregada inferior à registrada por Gaguim e Paulo Mourão. Alexandre também apresenta rejeição relativamente menor neste levantamento.

Eleição está longe de estar definida

A principal conclusão da primeira pesquisa O Girassol para o Senado é que existe uma liderança numérica, mas não existe uma eleição definida.

Eduardo Gomes ocupa a primeira posição na soma estimulada, com 33,75%. Gaguim aparece com 26,08%, seguido muito de perto por Alexandre Guimarães, com 24,00%.

Mas, por trás dessa fotografia, existe um contingente eleitoral que pode ser decisivo.

São 38,34% de indecisos espontâneos no primeiro voto e 42,91% no segundo. Mesmo quando os nomes são apresentados, ainda permanecem 15,25% sem definição na primeira escolha e 8,73% na segunda.

Em uma eleição de duas vagas, esse cenário torna a disputa ainda mais dinâmica. Não basta conquistar o eleitor que ainda não escolheu ninguém; os candidatos também precisam disputar o segundo voto daqueles que já possuem uma primeira preferência.

É nesse universo que pode estar a chave para os próximos movimentos da corrida ao Senado. Eduardo parte na frente e tenta consolidar sua posição. Gaguim e Alexandre disputam diretamente espaço nas primeiras colocações. Eli Borges, Paulo Mourão, Ronaldo Dimas e Vanderlei Luxemburgo buscam encurtar a distância.

Com uma parcela tão expressiva do eleitorado ainda sem escolhas espontaneamente consolidadas, o rumo da eleição poderá depender justamente de quem conseguir transformar indecisão em voto — especialmente na disputa pela segunda cadeira do Tocantins no Senado Federal.

Dados da pesquisa

A pesquisa O Girassol ouviu 1.200 eleitores, entre os dias 25, 26 e 27 de agosto de 2026, em 29 municípios do Tocantins. A margem de erro informada é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado pela WS Editora Girassol Ltda./Jornal O Girassol e registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-07349/2026, em 25 de agosto de 2026. O estatístico responsável informado é João Soares de Araújo Neto, Conre 6892.

Nota metodológica: os percentuais de 200% utilizados nesta análise correspondem à soma dos resultados das perguntas sobre o primeiro e o segundo votos. Portanto, não representam percentual de eleitores únicos e devem ser apresentados como uma leitura agregada das duas escolhas disponíveis para o Senado.

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