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POLÍTICA

Em seu pronunciamento, Thamires afirmou que a permanência do grupo na base governista ocorreu porque havia a expectativa de contribuir para mudanças na administração municipal, mas que, após meses de diálogo e avaliações internas, o coletivo decidiu seguir um novo caminho político

Divulgação/Reprodução.

Vereadora Thamires comunica saída do Coletivo Somos da base do prefeito Eduardo Siqueira.

O Coletivo Somos anunciou na noite desta quarta-feira (10) o rompimento com a base de apoio do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, na Câmara Municipal. A decisão foi comunicada pela vereadora Thamires, porta-voz do grupo, por meio de vídeo divulgado nas redes sociais.

O anúncio ocorre em meio à repercussão da nova fase da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins, que resultou na prisão da secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. A investigação apura supostas irregularidades relacionadas ao processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital.

Em seu pronunciamento, Thamires afirmou que a permanência do grupo na base governista ocorreu porque havia a expectativa de contribuir para mudanças na administração municipal, mas que, após meses de diálogo e avaliações internas, o coletivo decidiu seguir um novo caminho político.

“Muita gente nos perguntou nos últimos meses por que o Somos permaneceu até aqui na base da gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos. Permanecemos porque acreditávamos que era possível construir mudanças reais para a nossa cidade”, declarou.

Segundo a vereadora, a decisão foi construída coletivamente e reflete o entendimento do grupo sobre a necessidade de manter independência para defender as pautas que considera prioritárias para a população palmense.

O rompimento acontece em um dos momentos mais delicados da atual gestão municipal. Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra a secretária municipal de Saúde e o superintendente de Atenção à Saúde.

As investigações são conduzidas pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR) e apuram possíveis irregularidades na formalização da parceria firmada para a gestão das UPAs Norte e Sul.

Além das prisões, uma empresária apontada pelas investigações como lobista e suspeita de atuar na intermediação do contrato é considerada foragida e está sendo procurada pelas autoridades.

O avanço da investigação provocou forte repercussão nos bastidores políticos da Capital e ampliou a pressão sobre a administração municipal.

A saída do Coletivo Somos representa uma baixa importante para a base de sustentação política do prefeito na Câmara Municipal. Embora o grupo ocupe apenas uma cadeira no Legislativo, sua atuação tem sido marcada por posicionamentos independentes e influência em debates ligados à transparência, participação popular e fiscalização da gestão pública.

Com o rompimento, a tendência é que o grupo adote uma postura mais crítica em relação às ações da Prefeitura, especialmente diante dos desdobramentos da investigação que envolve a área da saúde.

A movimentação também pode estimular novas reavaliações dentro da base governista, já que vereadores acompanham com atenção os reflexos políticos da operação policial.

Prefeitura se posiciona em relação a crise

Por meio de nota, a Prefeitura de Palmas informou que acompanha o caso e aguarda acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar.

A administração municipal também informou que a Justiça autorizou que a secretária Dhieine Caminski e o superintendente Andreis Vicente da Costa fossem conduzidos ao Batalhão do Comando-Geral da Polícia Militar até a realização da audiência de custódia.

Apesar das prisões, a gestão municipal afirmou que os serviços da Secretaria Municipal de Saúde seguem funcionando normalmente.

“As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte”, destacou a Prefeitura.

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