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Divulgação/Reprodução.

Governador em exercício Laurez Moreira assume comando do Palácio Araguaia por 180 dias.

Em sua primeira entrevista realizada na manhã desta quarta-feira, 3, o governador interino do Tocantins, Laurez da Rocha Moreira (PDT) defendeu a importância do equilíbrio, cautela e responsabilidade diante do cenário político e administrativo. A medida foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no inquérito que apura desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas no Tocantins na época da pandemia de Covid-19.

Na entrevista ao vivo à TV Anhanguera, o político afirmou encarar a situação com tristeza, mas ressaltou a força e o potencial do Tocantins: “Encaro com muita tristeza, mas sou tocantinense nato e sei do potencial do nosso estado, muito rico, produtivo em alimentos, energia e referência nacional. Tenho consciência do momento que estamos vivendo”.

Sobre possíveis mudanças, o governador interino destacou que seu primeiro passo será reunir os secretários de todas as pastas para definir prioridades de gestão. “Sempre trabalhei planejando. Tenho maturidade e equilíbrio para conduzir o Estado com cautela. Vamos cuidar do que for melhor para o Tocantins e dar segurança jurídica aos investidores. “Não posso fazer nada sem saber o que temos em caixa, quais compromissos o Estado possui. Tenho que honrar todos, com a ajuda dos servidores”.

Próximos passos

Laurez revelou que já manteve contato com o ministro da área responsável para relatar a situação do Estado, mas não conversou ainda com o governador afastado. Ele reforçou que pretende se reunir com lideranças políticas, servidores e setores produtivos para definir os rumos do governo interino: “Estou aqui para ouvir as pessoas e saber o que iremos fazer. Vamos trabalhar com planejamento e responsabilidade, sempre respeitando todos”.

Com o afastamento de Wanderlei Barbosa, pelo prazo de 180 dias, Laurez Moreira (PSD) responde pelo governo do Tocantins por determinação do STJ que apura desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas no Tocantins, na pandemia de Covid-19.

Governador afastado, Wanderlei Barbosa, é investigado na segunda fase da “Operação Fames-19”, que tem o objetivo de aprofundar as investigações que apuram prejuízo de R$ 73 milhões aos cofres públicos.

O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), esclarece em nota enviada para imprensa que a investigação dos supostos desvios de recursos para compra de cestas básicas se deram na gestão passada quando ainda era vice-governador. Segundo Wanderlei Barbosa o processo ainda não teve conclusão definitiva que aponte alguma responsabilidade da sua parte. “Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do  Estado (PGE) e Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações as autoridades competentes”, esclarece.

NOTA DO GOVERNADOR AFASTADO

Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte.
É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Governador Wanderlei Barbosa (Republicanos)

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Divulgação/Secom.

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