Do UOL
O ministro doSTFDias Toffoli decidiu hoje anular todas as provas obtidas a partir de delações da Odebrecht e considerou a prisão do presidenteLula (PT)“um dos maiores erros judiciários da história do país”.Toffoli reconheceu pedido da defesa de Lula e declarou que as provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht são imprestáveis,por terem sido obtidas por meios “heterodoxos e ilegais”.
Ministro disse que agentes se valeram de “verdadeira tortura psicológica, um pau de arara do século 21, para obter “provas” contra inocentes”,como já tinha dito emjulgamento anterior.Para ele, a prisão de Lula pode ser chamada de “um dos maiores erros judiciários da história do país”.
Tratou-se de uma armação fruto de um projeto de poder de determinados agentes públicos em seu objetivo de conquista do Estado por meios aparentemente legais, mas com métodos e açõescontra legem[contra a lei].
Ministro disse ainda que prisão de Lula foi “ovo da serpente dos ataques à democraciae às instituições que já se prenunciavam em ações e vozes desses agentes contra as instituições e ao próprio STF”.“Ovo esse chocado por autoridades que fizeram desvio de função, agindo em conluio para atingir instituições, autoridades, empresas e alvos específicos”, continuou.
Esses agentes desrespeitaram o devido processo legal, descumpriram decisões judiciais superiores, subverteram provas, agiram com parcialidade e fora de sua esfera de competência.
Toffoli ainda disse que as decisões decorrentes desse acordo de leniência “destruíram tecnologias nacionais, empresas, empregos e patrimônios públicos e privados”. “Atingiram vidas, ceifadas por tumores adquiridos, acidentes vascular cerebral (sic) e ataques cardíacos, um deles em plena audiência, entre outras consequências físicas e mentais”, disse ele, sem especificar a quem se refere. A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silvamorreu em 2017 vítima de um AVC.