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Diversidade

Durante os encontros, dois dos principais temas abordados foram a educação e a territorialização dos povos indígenas.

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Discutir e apresentar a produção audiovisual indígena, esse foi o foco da I Mostra de Cinema e Cultura Indígena, promovida pelo Cine Cultura em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Universidade do Tocantins (Unitins). No evento foram realizados webnários e rodas de conversas, que aconteceram nos dias 17, 18 e 19 de abril, todos eles podem ser assistidos no canal do Cine Cultura, no YouTube. Já as exibições de filmes seguem até sábado, 22 de abril.

As programações da mostra começaram no dia 17, com o webinário ‘A produção de filmes indígenas no Brasil’, no qual participaram, o indigêna Takumã Kuikuro, a professora Maria de Fátima de Albuquerque e a cineasta Eva Pereira.

No segundo dia de evento, foi o momento de conhecer mais sobre a educação indiena na roda de conversa ‘Educação indígena: das escolas até a pós-graduação’. Participaram da roda a cineasta Monise Busquets, a Prof.ª Drª Maria de Fátima de Albuquerque e Eliane Franco Martins, membro do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). No mesmo dia foi realizado o webinário ‘Abordagens e processos de pesquisa audiovisual’, com a participação da cineasta Juliane Almeida e o realizador Juanahu Iny Tori, sob mediação do professor e cineasta Túlio de Melo.

No terceiro e último dia de encontros, o público pôde participar do webinário ‘Um olhar territorial e a realização de filmes indígenas no Brasil’, com a participação da cineasta Renée Nader Messora, do antropólogo Diogo Goltara e do realizador Diego Brito, sob mediação da jornalista Rafaela Lobato.

Assuntos abordados

Durante os encontros, dois dos principais temas abordados foram a educação e a territorialização dos povos indígenas. A membro do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Eliane Franco Martins, destacou o tema na roda de conversa do dia 17. “Não tem como tratar de políticas públicas para os povos indígenas no Brasil se eles não estiverem com seu território demarcado. A questão da territorialização influência na saúde, na educação e no amparo das tradições de cada povo”, explicou.

A cineasta e jornalista, Monise Busquets, ressaltou a importância de eventos como a mostra para uma maior conscientização dos estudantes. “Durante as produções dos meus 3 filmes eu obtive uma experiência muito rica, enquanto pesquisadora, jornalista e produtora de audiovisual. É maravilhoso estar aqui nesse evento tão importante discutindo sobre assunto e compartilhando essas experiências”.

Confira a programação das exibições dos filmes que seguem até sábado, 22.

Sexta:21/042023

16h30 – Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, João Salaviza, Renée Nader Messora

Drama|Brasil/Portugal |2019| 120’

Classificação: Livre

Sábado:22/04/2023

18h30 – A Terra Negra dos Kawa, Sérgio Andrade (pré-estreia)

Ficção| Brasil|2022| 98’

Classificação: 10 anos

Texto:FCP/Palmas

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