A comparação entre a primeira e a segunda pesquisas O Girassol para o Senado Federal mostra alterações importantes no cenário das duas vagas em disputa pelo Tocantins. Eduardo Gomes (PL) registra percentuais maiores nos principais cenários, enquanto Alexandre Guimarães (MDB) e Gaguim (União Brasil) aparecem numericamente próximos quando considerados conjuntamente o primeiro e o segundo votos.
A primeira pesquisa foi realizada entre 25, 26 e 27 de agosto, númeroTO-07349/2026 e a segunda entre 15, 16 e 17 de setembro, número TO-09059/2026. Ambas ouviram 1.200 eleitores em 29 municípios, com margem de erro informada de 2,9 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Como o eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, uma leitura complementar é a soma dos percentuais obtidos nas perguntas sobre primeiro e segundo votos. Essa soma trabalha em uma escala agregada de até 200% e não representa percentual de eleitores únicos.
Eduardo passa de 33,75 para 48,42 pontos na soma estimulada
Na primeira pesquisa, Eduardo Gomes registrava 18,33% no primeiro voto estimulado e 15,42% no segundo. Somados, eram 33,75 pontos percentuais.
Na segunda pesquisa, Eduardo registra 29,75% no primeiro voto e 18,67% no segundo, totalizando 48,42 pontos na escala agregada.
A diferença entre os dois levantamentos é de 14,67 pontos.
No primeiro voto estimulado, especificamente, Eduardo passou de 18,33% para 29,75%, diferença de 11,42 pontos. No segundo, passou de 15,42% para 18,67%, diferença de 3,25 pontos.
Alexandre passa de 24,00 para 33,09 pontos
Alexandre Guimarães também apresenta percentuais maiores na segunda rodada.
Na primeira pesquisa estimulada, registrava 13,50% no primeiro voto e 10,50% no segundo, totalizando 24,00 pontos.
Agora, aparece com 20,17% no primeiro voto e 12,92% no segundo. A soma chega a 33,09 pontos, diferença de 9,09 pontos em relação ao levantamento de agosto.
No primeiro voto, a diferença entre as duas rodadas é de +6,67 pontos; no segundo, de +2,42 pontos.
Gaguim avança principalmente no segundo voto
O movimento de Gaguim apresenta uma característica diferente.
No primeiro voto estimulado, ele registra exatamente o mesmo percentual nas duas pesquisas: 12,25%.
A mudança está concentrada no segundo voto. Gaguim tinha 13,83% em agosto e passa para 19,83% em setembro, diferença de 6 pontos percentuais.
Na soma dos dois votos estimulados, passa de 26,08 para 32,08 pontos.
Com isso, Alexandre e Gaguim ficam numericamente próximos na soma das duas escolhas: 33,09 pontos para Alexandre e 32,08 para Gaguim, distância de apenas 1,01 ponto na escala agregada.
É importante não aplicar automaticamente a margem de erro de 2,9 pontos a essa soma de 200%, porque ela resulta da agregação de duas perguntas distintas.
Eli Borges também apresenta mudança relevante
Outro movimento expressivo ocorre com Eli Borges (Republicanos).
Na primeira pesquisa estimulada, Eli registrava 8,25% no primeiro voto e 8,58% no segundo, totalizando 16,83 pontos.
Na segunda rodada, passa para 10,75% no primeiro voto e 15,50% no segundo. A soma chega a 26,25 pontos, diferença de 9,42 pontos.
O avanço numérico ocorre principalmente no segundo voto, no qual Eli passa de 8,58% para 15,50%, diferença de 6,92 pontos.
Comparativo da soma dos dois votos estimulados
Considerando a escala agregada de 200%, os principais resultados mudaram da seguinte forma:
Eduardo Gomes: 33,75 → 48,42 | diferença de +14,67 pontos
Alexandre Guimarães: 24,00 → 33,09 | +9,09
Gaguim: 26,08 → 32,08 | +6,00
Eli Borges: 16,83 → 26,25 | +9,42
Paulo Mourão: 16,67 → 20,25 | +3,58
Ronaldo Dimas: 15,75 → 14,92 | -0,83
Vanderlei Luxemburgo: 15,00 → 14,33 | -0,67
Essa comparação mostra Eduardo com a maior distância numérica em relação aos demais na soma das duas escolhas, enquanto Alexandre e Gaguim aparecem separados por pouco mais de um ponto na leitura agregada.
Espontânea também mostra maior definição do eleitor
A pesquisa espontânea reforça a mudança no nível de definição das escolhas.
Eduardo Gomes tinha 14,92% no primeiro voto espontâneo e passa para 24,83%, diferença de 9,91 pontos. No segundo voto, passa de 11,42% para 15,25%.
Na soma das duas perguntas espontâneas, Eduardo passa de 26,34 para 40,08 pontos.
Alexandre passa de 9,33% para 16,92% no primeiro voto e de 7,25% para 9,58% no segundo. Sua soma espontânea passa de 16,58 para 26,50 pontos.
Gaguim vai de 8,92% para 9,92% no primeiro voto e de 8,58% para 12,83% no segundo. A soma passa de 17,50 para 22,75 pontos.
Eli Borges registra outra mudança relevante: sua soma espontânea passa de 12,08 para 22,41 pontos.
Indecisão despenca entre as duas pesquisas
Um dos dados que mais diferencia os levantamentos é a redução dos indecisos.
No primeiro voto espontâneo, os indecisos passaram de 38,34% para 16,25%, diferença de 22,09 pontos.
No segundo voto espontâneo, passaram de 42,91% para 21,17%, redução de 21,74 pontos.
Somadas as duas perguntas, a indecisão espontânea correspondia a 81,25 pontos na primeira pesquisa e passa para 37,42 pontos na segunda.
A diferença é de 43,83 pontos na escala agregada.
Os números indicam que, na amostra da segunda rodada, muito mais entrevistados conseguiram mencionar espontaneamente nomes para as duas escolhas. Entretanto, não é possível afirmar, apenas comparando as duas pesquisas, para quais candidatos migraram individualmente os eleitores que antes estavam indecisos.
Primeiro e segundo votos apresentam configurações diferentes
A análise separada das duas escolhas é particularmente importante na eleição para o Senado.
No primeiro voto estimulado, Eduardo registra 29,75%, Alexandre 20,17%, Gaguim 12,25% e Eli Borges 10,75%.
Já no segundo voto estimulado, Gaguim aparece com 19,83%, Eduardo com 18,67%, Eli Borges com 15,50% e Alexandre com 12,92%.
A diferença entre Gaguim e Eduardo no segundo voto é de apenas 1,16 ponto percentual, inferior à margem de erro informada de 2,9 pontos para essa pergunta.
Isso ajuda a explicar por que a soma dos dois votos produz uma configuração diferente daquela observada quando apenas o primeiro voto é analisado.
Rejeição também aumenta entre nomes mais conhecidos
Na segunda pesquisa, Gaguim registra 21,25% na pergunta estimulada de rejeição, seguido por Paulo Mourão, com 18,58%, Eduardo Gomes, com 13,00%, e Alexandre Guimarães, com 11,08%.
A comparação com a primeira pesquisa exige cautela porque, no levantamento de agosto, a rejeição estimulada foi apresentada separadamente para primeiro e segundo votos, enquanto a segunda pesquisa apresenta uma pergunta conjunta sobre rejeição para as duas escolhas.
Por isso, não é metodologicamente adequado somar ou comparar diretamente esses percentuais como se fossem perguntas idênticas.
Cenário de setembro tem eleitor mais definido
A principal transformação entre agosto e setembro é a redução expressiva da indecisão, acompanhada de percentuais maiores para vários candidatos.
Eduardo apresenta a maior diferença numérica na soma estimulada, passando de 33,75 para 48,42 pontos. Alexandre passa de 24,00 para 33,09 e Gaguim de 26,08 para 32,08.
A configuração das duas escolhas, porém, é diferente. Eduardo registra o maior percentual no primeiro voto estimulado, enquanto Gaguim e Eduardo aparecem muito próximos no segundo. Alexandre tem percentual maior no primeiro voto do que no segundo, enquanto Gaguim e Eli Borges apresentam força numérica maior na segunda escolha.
A leitura agregada de 200% ajuda a visualizar o desempenho dos candidatos nas duas escolhas, mas não deve ser apresentada como percentual de eleitores únicos nem como projeção automática de ocupação das duas cadeiras do Tocantins no Senado.
Entenda a soma dos dois votos para análise
Como cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, a pesquisa O Girassol mede separadamente o primeiro e o segundo votos. Para uma análise complementar, os percentuais das duas escolhas podem ser somados, formando uma escala agregada de até 200%. Assim, os 48,42 pontos de Eduardo Gomes, por exemplo, correspondem à soma dos 29,75% registrados no primeiro voto com os 18,67% do segundo. Isso não significa que 48,42% dos eleitores declararam voto no candidato, pois a soma reúne duas perguntas distintas respondidas pelos mesmos entrevistados. O indicador serve para comparar a presença de cada candidato nas duas opções de voto e não representa percentual de eleitores únicos.