Programa vai ligar qualificação profissional às vagas existentes; acesso ao crédito, logística e atração de novos investimentos completam as propostas ao setor produtivo
A candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), destacou, na segunda-feira, 21, que a sua gestão terá uma formação profissional mais ligada às necessidades reais das empresas. Durante encontro com o setor produtivo em Palmas, ela afirmou que o Estado precisa aproximar quem busca emprego de quem procura mão de obra qualificada.
“Se, por um lado, tem gente querendo trabalhar e, por outro, tem quem quer empregar, e esses dois mundos não estão se encontrando, temos um problema de qualificação e formação”, afirmou.
Entre os compromissos apresentados está o Qualifica Tocantins por Demanda, com cursos definidos a partir das vagas existentes, das vocações regionais e das necessidades apontadas pelas empresas. A proposta envolve Sistema S, IFTO, universidades e rede estadual.
“A qualificação faz diferença. Precisamos dar oportunidade tanto para quem já está no mercado e quer se qualificar quanto para o jovem que quer entrar no mundo do trabalho”, disse Dorinha.
Crédito e logística
Dorinha também falou sobre acesso ao crédito e crescimento dos pequenos negócios. A Carta ao Empreendedor Tocantinense prevê crédito orientado para MEIs, micro e pequenas empresas, com acompanhamento técnico e metas de expansão.
Ao tratar da atração de empresas, ela disse que o Tocantins precisa oferecer condições para que novos investimentos escolham o Estado. “Como garantir que uma empresa, em vez de passar pelo Tocantins e se instalar no Pará ou no Maranhão, escolha o nosso Estado?”, questionou.
A carta prevê áreas preparadas para novos empreendimentos, com energia, saneamento, acesso e regras claras, além de uma política de atração e acompanhamento de investimentos.
Dorinha relacionou competitividade à infraestrutura e citou a duplicação da BR-153, as saídas de Palmas e a integração entre diferentes modais. “Estamos no coração do Brasil. A nossa posição geográfica é muito interessante para o desenvolvimento econômico, mas a logística precisa funcionar”, afirmou.